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Poesia sem título IV
De leve me distraio,
Sutilmente subtraio!
E encontro em minha emoção,
Que por ventura me faz cantar!
Os olhos enxaguar,
A flor de um simples jardim!
Devaneio devagar!
Com a vã recordação!
Isento do perdão!
Dos pecados cometidos até então!
E o beijo!
Que da flor recebi!
Levaram-me a nostalgia,
Do dia em que encontrei,
E de lá a tirei,
Para no mundo se perder!
O mundo do perdão!
Que é o mesmo da desrazão!
Falível sem saber,
Que um dia perecera!
Ou apenas… perder-se-á!
Eterno mundo de sedução
Transcrevo em pequenos versos,
As notas breves de um vilão!
Que busca nas pequenas coisaS entender!
O porquê do ato de corromper!
O porquê de uma vida de sofrimento!
Em prol de alguns ideais!
Por vezes até banais!
Divididos por poucos!
Comandados pela nação!
Mestres da exatidão!
Que cantam a canção,
Do simplório existir!
Escrevo coisas proibidas!
Até então escondidas!
Que nos dias, perdem-se no vento!
Por serem renegadas!
Ou mesmo rejeitadas pela minoria!
Que não quer mais ver o dia amanhecer!
Procuro só!
Um caminho desbravar!
E caminhando!
Não me influenciando!
Ou mesmo querendo não me perder!
Ou simplesmente…
Não me esquecer!
Histórias que por vezes surgem!
Se dissipam no ar!
Voam e ficam a cantar!
Na ternura da desrazão!
Como a folha que vem ao chão!
Muito se tem para ser pobre!
Ou mente deprimente para se esconder,
Quando menos sofrer,
Envolve o perdão!
Ou pobre desrazão!
Um vilão da nação!
Logo cedo,
Lhe vi cantar!
Na tenra sensatez!
Que arrebata o freguês!
E faz respirar!
Acoitar-se na respiração escondida,
Reflexão reprimida!
Que o despede!
Esquece!
E se vai!
Para um mundo pueril!
Não menos vil!
Do fim!

