Filho de Cneu Enorbado e Agripina Menor, o pequeno menino perdeu seu pai aos dois anos de idade, talvez isso tenha contribuído para se transformar num jovem cheio de alteração.

O relacionamento dentro de casa não era dos melhores, vivia em meio as discussões no ambiente familiar. Sua mamãe com o “desaparecimento” de seu papai, casou-se com Claudio, tudo isso dentro da normalidade, afinal são vicissitudes que ocorrem em qualquer lar, e até nós que não queremos saber da vida dos outros, ficamos sabendo. Não é gente?

Com a morte de Calígula (este têm história …), Claudio assumiu o Império Romano, e anos mais tarde casou-se com Agripina Menor, como disse. Quando Claudio partiu desta vida, o enteado então com dezessete anos de idade, tomou conta de sua posição e tornou-se Imperador de Roma. Vocês já sabem quem ele é né? Eu sei que sabem! Mas para não me comprometer vou escrever somente as iniciais de seu nome: Nero Cláudio César Augusto Germânico, ou simplesmente Nero.

As más línguas acusaram Nero e sua mamãe Agripina Menor de terem envenenado Claudio, esse povo da época não tinha o que fazer mesmo, bom, não havia internet e nem ao menos TV a cabo. Com assunção ao cargo, ele segue numa toada anormal de política e seus opositores são executados, sobrando até para sua mãe, morta por ordem dele. Gente boa esse menino, não!?

Em meio a todo esse certame conturbado ao extremo, você leitor/leitora poderá perguntar, mas, o que tudo isso tem haver com Segurança Contra Incêndio e Pânico? Gente, é complicado até escrever sobre … peço que se estiverem em pé, que sentem … Nero ateou fogo em Roma no ano de 64 dC queimando boa parte da cidade e o evento teve centenas de pessoas que perderam à vida, sua ideia era construir palácios em desfavor dos cristãos que moravam em casas de madeira a época, as quais foram destruídas pelo grande incêndio. Está tudo bem? Posso continuar?

Em 1666 entre os dias 02 a 05 de setembro ocorreu o chamado Grande Incêndio de Londres. As ruas estreitas, casas de madeira muito próximas umas das outras, facilitaram a propagação das labaredas, que tiveram seu início em uma padaria.

O fogo descontrolado queimou 87 igrejas, 44 prédios públicos, 13.200 residências e a Catedral de St Paul. Surgiu a ideia de destruir algumas edificações para impedir o avanço das chamas, mas, autoridades refutaram tal ideia temendo por antecipação os possíveis gastos exacerbados com tal ação. Ué! Pensavam mais no dinheiro que nas pessoas? Só naquele tempo mesmo, ou não? Porém logo depois foram efetuadas a derrubada de algumas casas e prédios, e o incêndio foi controlado.

O número oficial de mortes foi de 09 pessoas, mas sabe-se que naquele tempo, pessoas pobres e de classe média não eram registradas. Historiadores contam que o número de vítimas fatais é bem maior que o apresentado.

No Brasil ocorreu um grande incêndio em 15 de dezembro de 1961 na cidade de Niterói RJ, quando numa das atrações do circo internacional Gran Circus Norte-Americano, um trapezista avistou o princípio do incêndio. Em cinco minutos o ambiente já estava tomado pelas chamas e fumaça.

Havia mais de 3.000 pessoas assistindo o espetáculo, sendo que 500 pessoas perderam à vida, pasmem gente, deste número 70% eram crianças … . O sinistro teve seu início na lona de algodão que tinha como revestimento parafina, muito inflamável, e o pior, alguém teria ateado fogo de forma proposital. Sem comentários …

Ainda no Brasil em 2001 um show no Canecão Mineiro, na cidade de Belo Horizonte MG, a queima de fogos no palco originou o incêndio que teve 07 mortes e 300 feridos. A casa de show não tinha Alvará para funcionamento.

Nas entrelinhas podemos perceber que através dos tempos, os eventos foram recheados de intenções não republicanas, digamos assim. Nero ateou fogo em Roma para construir palácios, no Canecão os caras não tinham Alvará de funcionamento, possivelmente para não perder alguns reais com as exigências dos Bombeiros. No de Londres as autoridades, se assim podem ser chamadas, não queriam num primeiro momento que fosse feito a demolição de algumas edificações para conter o avanço das labaredas, pensando única e exclusivamente nos gastos com as futuras obras.

O correto é seguir a legislação vigente no tocante a Segurança Contra Incêndios e Pânico, mas, se acaso o pensamento for iatrogênico, dê meia volta e vá embora!