Família – Ainda a melhor escola para formar Homens de bem
Ultimamente nossos lares estão sendo invadidos, pelos meios de comunicação, por uma onda de notícias que relatam a destruição das famílias, seja por separações conturbadas, seja por crimes violentos.
A última delas foi o crime covarde de um rapaz de 22 anos que assassinou a facadas os pais, uma irmã de 18 anos e outra de 10 anos. Este crime aconteceu longe daqui, em Unaí – Minas Gerais, mas provocou um sentimento de tristeza, inconformismo, incredulidade nas pessoas do mundo inteiro.
A gente sempre pensa que estas coisas acontecem somente em cidades grandes onde a fome e a miséria imperam, mas pode acontecer pertinho de nós também como foi o caso do homem que estrangulou sua esposa no bairro Linha Batista, em Criciúma, neste final de semana.
Lendo, ouvindo tantas desgraças envolvendo famílias faz a gente pensar que o Mundo está perdido, que não adianta lutar pela união das famílias, que não vale à pena constituir uma família estruturada no amor mútuo, no respeito, na religiosidade, na esperança... Não sei qual o objetivo de mostrar casos tão degradantes, eu particularmente não gosto de ouvir notícias desta natureza e creio que a maioria dos ouvintes também não.
Prefiro participar e prestigiar momentos que mostram o verdadeiro sentimento que une as pessoas: o Amor. Neste final de semana tive o prazer de comparecer não a um evento, mas três festas que deixaram visível que ter uma família ainda é a melhor forma de comungar o amor.
No primeiro assisti a uma cerimônia de Bodas de Ouro, presenciei através dos relatos e das homenagens o quanto àquele casal (Dona Dete e seu Ângelo Frassetto) foi importante para a formação dos filhos que Deus colocou a seus cuidados e para o engrandecimento da Comunidade onde vivem até hoje. Comungaram 50 anos de amor mútuo e dedicação aos filhos, enfrentando as diversas barreiras que um casamento precisa atravessar para se solidificar no verdadeiro amor. Deus os abençoe e conserve ao nosso lado por muito tempo.
As outras duas festas, por coincidência, foram Festas Juninas; mas festas organizadas por elas mesmas, para reunir seus familiares ao redor da fogueira. Foi muito gratificante! A alegria visível naquelas pessoas contagiava qualquer um que estivesse presente. Jovens, velhos, homens, mulheres, crianças todos participavam com o mesmo entusiasmo e desenvoltura; dançavam, encenavam, riam sem se preocupar em acertar ou não os passos da música.
Quanto amor e energia positiva àquelas pessoas emanavam! Era a própria manifestação de Deus no meio das famílias e há quem diga que casamento é coisa ultrapassada e careta.
Uma família, um lar, seja ele constituído por pai, mãe e filhos ou não, ainda é o berço do amor, da fé, da integridade, do respeito ao próximo, da solidariedade... É nela que se constituem cidadãos dignos de serem chamados de seres humanos, ainda é na família que os desesperados se apegam quando precisam de apoio, pois sabemos que na hora do aperto um pai, uma mãe, irmão, tio estarão sempre lá para acolher os mais necessitados, para acolher a ovelha que se desgarrou do rebanho.
Podem divulgar o quanto quiserem notícias sobre famílias dizimadas por um dos seus membros que nós ainda assim acreditamos nela, que nós provamos que é através dela que consolidaremos uma sociedade mais justa, de sentimentos mais puros que levam ao crescimento de qualquer ser humano.
E viva a família brasileira!!!
Margarete Ugioni