O Sr. Clivalmir Crippa é um entusiasta do escotismo e está no grupo desde 1972.Ele lembra de muitas histórias dos mais de cem acampamentos realizados, umas engraçadas e outras nem tanto como num deles que deu um vendaval e o grupo teve que bater em retirada. “ Tenho orgulho de usar este lenço de escoteiro.A disciplina do escotismo é muito importante para a formação dos adolescentes”, destaca.Uma outra história desta vez engraçada foi com o escoteiro “Tura” que era o mais moleque da turma. “Numa brincadeira de se esconder, ninguém achava-o , ele subiu numa árvore e tirou a roupa, como era noite e ele é de pele escura. Ele ainda imitava macaco”, lembra Clivalmir.
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Nova Veneza - Sem fins lucrativos e vínculos político-partidários, o Escotismo valoriza a participação de pessoas de todas as origens sociais, raças e crenças. Um trabalho que molda o caráter dos jovens e serve de referência para toda vida.
Estes propósitos foram defendidos pela primeira vez em 1907, por Lord Robert Stephenson Smyth Baden-Powell of Gilwell (1857-1941), ou simplesmente Baden Powell, que fundou o movimento escotista.
Já naquela época ele sentiu a necessidade de criar um programa que valorizasse qualidades que começavam a se perder em meio ao crescimento e modernização da sociedade. No escotismo o foco é a fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.
Estes conceitos são ensinados através de um sistema de valores que prioriza a honra, baseados na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática, do trabalho em equipe e da vida ao ar livre. Forma garotos escoteiros e seu símbolo é a flor-de-lis.
As atividades nos grupos de escoteiros são divididas por faixas etárias e específicas para cada fase da vida da criança e do jovem: lobinho (dos 7 aos 10 anos), escoteiro (dos 11 aos 14), sênior (dos 15 aos 17) e pioneiro (dos 18 aos 21). Dentre elas, destacam-se as ações sociais e as de convívio com a natureza, como acampamentos e excursões.
Em Nova Veneza o movimento existe há 83 anos. Foi fundado por um italiano que passava pela região para avaliar o desenvolvimento da colônia de imigrantes do Sul do estado. Cesare Tibaldeschi montou a primeira turma e teve o nome escolhido para batizar o grupo. “Deste grupo fundado em 1925 ainda existe uma pessoa viva. Era lobinho na época e ainda reside em Nova Veneza. Desde a fundação o grupo já formou muita gente e com certeza formará novos”, explica Evandro Gava, presidente do grupo.
Atualmente são 30 jovens que se dedicam a vida de escoteiro na cidade, mas ainda existem vagas para novos interessados. “Até o final do mês ainda é possível se inscrever no grupo. Com certeza teremos um ano repleto de atividades e será uma experiência única”, destaca. Para participar do grupo a única exigência é ter disposição e é claro estar com sete anos. “Essa é a idade mínima para ser escoteiro. O custo se resume ao registro, que custa R$ 5,90 e a inscrição de R$ 2,90 e é cobrado uma vez no ano”, explica.
Para Evandro Gava, a participação em um grupo de escoteiro prepara o jovem para o resto da vida e dá lições importantes de solidariedade e fraternidade. “Eu trago lições que aprendi ainda lobinho. No escotismo aprendemos a fazer nossas próprias refeições, arrumar quarto e uma série de outras ações. Feliz da cidade que tem um grupo de escoteiros. Isso é a certeza de jovens melhores e mais fraternos”, aposta.
Neste final de semana, Gava e o grupo de Nova Veneza se reúne para um acampamento de três dias. “Além de todas as tradicionais atividades também vamos aproveitar para celebrar o dia Mundial do Escoteiro que é comemorado no dia 23”, conta.
Chefia do Grupo
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Escoteiros de 1972. Da esq. para dir. Jorge Gava, Abrão Scotti, ?? , Márcio Gava, Sérgio Caixeta, Adelino Manenti (in memoriam) , Rudinei, Tura, Tito Bortolotto, Tasca Ghislandi, Célio Savio, Zé, Chico Fontanella, Rogério Frigo, Moacir Frigo, Musca, César Bozzano, Keco e Charles Bortolotto.
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Um dos acampamentos.
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