Miro Marini mora nas margens da SC - 443,em Rio Cedro Médio destaca que a obra vai trazer progresso.
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Nova Veneza - Quem dirige ou simplesmente caminha sabe bem a diferença entre trafegar por uma estrada asfaltada ou pela velha rodovia de chão batido. Pavimentação traz conforto, incentiva o progresso e também garante bom humor.
Talvez seja por este motivo que moradores de algumas comunidades de Nova Veneza estão sorrindo a toa. Depois de aguardar décadas pela pavimentação eles finalmente se viram livres do transtorno e comemoram o início de uma nova fase. Caso por exemplo de Alfredo Waterkemper.
Com casa as margens da rodovia que liga Nova Veneza a São Bento Baixo ele passou 10 anos convivendo com poeira e as péssimas condições da rodovia. “Quando não tinha poeira, tinha lama e a estrada era um verdadeiro inferno. Finalmente as coisas estão melhorando. A gente até estranha não ter mais poeira”, brinca. Seu Alfredo é um dos primeiros a ser beneficiado com a pavimentação, que ainda não foi totalmente concluída, mas que já traz benefícios. Um deles é o crescimento econômico. “Estamos pensando em abrir aqui um café colonial.
Agora com a estrada em bom estado as pessoas tem mais facilidade para se deslocar até aqui e isso incentiva a pensar em um negócio próprio”, revela Waterkemper, que pretende abrir o negócio na casa da família, com quase um século de história. Para ele a obra terá também outro efeito.
Muitas famílias de São Bento Baixo e Rio Cedro resolveram ir para Forquilhinha. “Alguns até seguem morando por aqui, mas eles fazem todo o trabalho bancário em Forquilhinha que é bem mais perto”. Sabor especial para Lúcia Girardi, uma das lideranças comunitárias que mais trabalhou para ver a obra se tornar realidade. “Eu sonhava com o dia que observaria as máquinas passando por aqui. Quando vi eles colocando o asfalto em nem acreditei. A situação era tão complicada para gente que eu nós fizemos aqui uma espécie de trator pipa. Todo dia tínhamos que molhar a estrada para conseguir ter um pouco de paz e sossego. Finalmente temos o que comemorar e muito a agradecer”, afirma. Há poucos metros dali, Romilda Buaroli Vitali é outra a rasgar elogios para a obra. “Lutamos tanto por esta obra que as vezes chegamos a não acreditar nisso. Temos muito que agradecer ao Governador Luiz Henrique e a administração municipal pelo esforço feito para pavimentar esta rodovia. Estamos muito satisfeitos”.
Situação semelhante é vivida pelos moradores vizinhos a rodovia entre São Bento Baixo e Rio Cedro. Ali a falta de infra-estrutura e a poeira também eram as maiores dores de cabeça dos moradores. Com a estrada esburacada os moradores contabilizaram muitos prejuízos em seus equipamentos e veículos.
Valdemir Marino, que armazena 30 mil sacas de arroz, aposta no crescimento da comunidade. Para ele, o asfalto vai garantir novos investimentos. “Esta região vai ganhar um impulso considerável. Agora o deslocamento á facilitado e isso atrai a atenção dos investidores. Essa região é um pólo agrícola de Nova Veneza e merece esse cuidado”. “Muita gente morreu sem ver a obra concluída. Outros acabaram desistindo de morar por aqui e foram para municípios vizinhos. O asfalto é uma conquista de todos os moradores e que irá trazer benefícios para as próximas gerações”, emenda Maria Frasseto. A mesma tese é defendida pelo gerente da filial da Coopersulca. Jorge Aguiar afirma que a empresa já percebeu a diferença no faturamento, que vem crescendo nos últimos meses. “O reflexo já foi sentido. Temos menos gastos com manutenção e o rendimento tem aumentado. Além disso, também estamos conseguindo oferecer um atendimento e um acesso melhor aos nossos cooperados”.
E o crescimento nos lucros da empresa já deve gerar no segundo semestre deste ano mais uma boa notícia para os moradores. “Estamos analisando e iniciando os preparativos para a ampliação da unidade. Agora já é possível fazer esta projeção”. Satisfação também para os moradores que tem como acesso a rodovia entre Mãe Luzia e Caravaggio. Usada como alternativa por inúmeros motoristas que tenta fugir da serrinha do Caravaggio ela chegou a ser bloqueada pelos moradores que exigiam sua pavimentação. “Ela ficou fechada porque a comunidade não suportava mais a poeira e os outros problemas. Agora, da forma como está, ficou ótimo. A movimentação até aumentou, mas era o que esperávamos. Uma rodovia de qualidade para facilitar a nossa vida”, lembra Vera Leopoldo Kauling.
Para o presidente da Câmara de Vereadores a pavimentação destes trechos é uma conquista não só destas comunidades, mas de todo o município. “É uma vitória pessoal para estes moradores porque era um sonho antigo. Tem gente que puxou esta reivindicação e já faleceu. Porém, é preciso destacar que todo o município ganha com este desenvolvimento”, destaca Alberto Ranacoski. E é neste desenvolvimento que o prefeito Rogério Frigo aposta. Para ele as três rodovias são as mais importantes obras de infra-estrutura realizadas na cidade nos últimos anos. “São obras vitais de ligação e que eram aguardadas com ansiedade. Temos ainda que finalizar 800 metros da SC 448 e a NVA 150, que liga São Bento Baixo a sede do município. Esta última é uma rodovia municipal feita com recursos próprios e com o apoio do Governo do Estado. Parte foi pavimentada e o restante do trecho terá continuidade”
Vera Kauling mora às margens da SC - 448 em Mãe Luzia.
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Valorização das propriedades das margens da rodovia São Bento Baixo Nova Veneza. |
Romilda Boaroli Vitali está investindo num restaurante.
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Waterkemper quer investir mais em sua propriedade.
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Valorização das propriedades das margens da rodovia São Bento Baixo Nova Veneza.
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Jorge Aguiar gerente da Coopersulca salienta o melhor atendimento ao cooperados.
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Maria Frassetto, de Rio Cedro Médio, destaca a união dos moradores e políticos para a conclusão da obra.
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Unidade da Coopersulca em Rio Cedro Médio fica às margens da SC - 443. |
Lúcia Girardi, de São Bento Baixo ficou emocionada quando viu o asfalto sendo colocado.
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