Nova Veneza - Com um orçamento previsto em R$ 2,7 milhões em 2008 a saúde
pública de Nova Veneza segue nos trilhos. Várias especialidades disponíveis,
postos funcionando até as 22 horas e atendimento diferenciado através da
Estratégia de Saúde da Família permitem ao município ostentar um patamar que
fica bem acima da média nacional. "Realmente temos índices muito bons e
números de investimentos que superam os patamares preconizados pela
Organização Mundial de Saúde", destaca o secretário de Saúde Adjalma
Mastella.
Atualmente os 12,5 mil habitantes do município têm a disposição
ginecologistas, clínico geral, odontologista, obstetra, oncologista e
reumatologista. "Temos ao todo 12 médicos atuando em Nova Veneza. Se
contarmos também os que atuam no ESF este número sobe para 16. Acredito que
é uma equipe suficiente para atender bem o município", analisa Mastella.
De acordo com o secretário o município também tem uma situação confortável
no que diz respeito à estrutura física. São 12 postos de saúde distribuídos
em pontos estratégicos da cidade. "Essa estrutura é suficiente para atender
bem toda a população. Ainda temos outros três postos que funcionam com
horário diferenciado. A abertura até as 10 horas no sistema de saúde do
trabalhador e permite que as pessoas que trabalham durante todo o dia tenham
a oportunidade de receber também o atendimento médico", argumenta.
Mastella destaca ainda a parceria mantida entre o município e o Hospital São
Marcos. Todos os meses o executivo repassa 22 mil reais para a manutenção do
Pronto Socorro. "Também colocamos a disposição dos nossos moradores um
serviço de ambulância que faz mais de 2 mil viagens por ano levando
pacientes que precisam receber tratamentos em outros centros. É claro que
apesar de todo o esforço temos nossas carências, mas estamos trabalhando
para supri-las", destaca.
Mas a saúde da população depende fundamentalmente da saúde financeira da
cidade. Não fosse o equilíbrio das contas, que permitir investimentos
pesados no setor, a situação dos moradores de Nova Veneza seria bem
diferente. Afinal o dinheiro vindo do Ministério da Saúde não é suficiente
para cobrir mais do que 50% dos gastos no setor. "Todo o resto é pago com
recursos próprios. O exemplo é o Estratégia de Saúde da Família, antigo PSF.
Para manter nossas quatro equipes recebemos R$ 26 mil mês, mas o custo
ultrapassa os R$ 80. A verba federal não paga nem os médicos", argumenta o
secretário.
Além dos serviços oferecidos pelo município quem vive em Nova Veneza também
tem a disposição o atendimento do Hospital São Marcos. A instituição,
mantida basicamente com recursos do SUS tem uma situação semelhante a de
muitos hospitais do país. Enfrentando os problemas de uma tabela defasada
No Hospital São Marcos o problema é o mesmo enfrentado pela maioria das
instituições no Brasil. Com recursos escassos a instituição faz um
verdadeiro malabarismo para continuar atendendo a população. Apesar da falta
de verba o São Marcos consegue receber também pacientes de outras cidades,
que são encaminhados para Nova Veneza. Somente Criciúma envia uma média de
60 pacientes por mês. Para tentar equilibrar o caixa a administração criou a
Clínica São Marcos. Braço particular do hospital a Clínica oferece
procedimentos diferenciados a pacientes de toda a região.
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